top of page

Sétima civilização

  • Foto do escritor: un-onfam
    un-onfam
  • 25 de jan.
  • 4 min de leitura

Capítulo — A Sétima Civilização e o Juiz Limitador de Gaia

(sobre os ciclos civilizacionais, o fator de contenção e a expansão do Projeto UE em Amor e Júbilo)

Há uma pergunta que atravessa a mente humana como um eco antigo, insistente — quase uma lembrança sem memória:

quantas vezes a humanidade já começou e recomeçou?

Por trás da aparência moderna de nossas cidades, de nossas antenas, de nossos satélites e telas, há um pressentimento silencioso: não somos os primeiros.

Essa sensação não surge apenas do misticismo ou das tradições espirituais, mas também do próprio padrão repetitivo da história: civilizações nascem, crescem, alcançam seu auge, adquirem poder, perdem a ética… e então desaparecem.

E assim, quando olho a trajetória de Gaia e o comportamento do homem atual, eu me vejo obrigado a considerar com seriedade uma hipótese que muitos evitam por medo de quebrar o “consenso”:

a civilização humana atual pode não ser a primeira, nem a segunda — mas já ser a sétima grande tentativa de civilização em Gaia.

E se isso for real, então uma questão ainda maior emerge:

por que as anteriores não permanecem?

o que impede que uma civilização domine e se eternize como “praga” do planeta?

1. Civilizações em ciclo: Gaia como laboratório de consciência

O homem tem mania de achar que está no topo apenas porque está no presente.

Mas Gaia não é uma folha em branco — é um livro antigo, com capítulos apagados, queimados, submersos e reescritos.

A própria configuração geológica do planeta denuncia reinícios:

camadas, dobras, vitrificações, degelos repentinos, colapsos ambientais.

E ao mesmo tempo, tradições de muitos povos falam de eras anteriores, grandes dilúvios, quedas, “idade dos deuses”, catástrofes do céu, inversões, fogo, gelo, fumaça e mar elevado.

Não é difícil perceber que Gaia parece seguir um padrão:

surgem culturas

surgem redes e cidades

surge tecnologia (mesmo que diferente da atual)

surge hierarquia

surge domínio

surge escravidão

surge decadência moral

surge ruptura final

E então… recomeça.

Essa repetição sugere que Gaia não está apenas vivendo:

Gaia está educando.

Ou, como eu prefiro dizer na linguagem do Projeto UE:

Gaia é um campo de aprendizado consciencial e civilizacional.

Ela oferece matéria, energia, biologia e ambiente — mas exige, como contrapartida, uma evolução:

de ética

de consciência

de responsabilidade

de harmonia

Sem isso, todo o restante vira arma.

2. O “Juiz Limitador”: a inteligência que impede a praga

Se realmente já houve múltiplas civilizações em Gaia, então existe uma necessidade lógica:

deve haver um mecanismo limitador.

Algo que funcione como uma espécie de “Juiz” — não no sentido religioso punitivo, mas como:

um regulador sistêmico do equilíbrio planetário e multicosmico.

Sem esse regulador, uma civilização poderia alcançar tamanho domínio que impediria qualquer outra forma de existência de crescer.

Ela se tornaria um parasita eterno.

Uma praga.

E isso seria uma ruptura não só ecológica, mas:

espiritual

dimensional

multicosmica

e evolutiva

Pois uma civilização escravocrata tenderia a expandir-se como câncer.

Logo, não se trata de crença: trata-se de necessidade sistêmica.

Um universo em equilíbrio não permitiria que uma forma existencial se perpetuasse à custa das demais, sem limite.

Assim, surge a hipótese inevitável:

existe um fator natural e/ou inteligentemente incorporado à realidade — um “Juiz Limitador” — que garante que a expansão de uma civilização tenha teto.

E quando uma civilização ignora o amor, a ética e a coerência…

esse teto se manifesta como queda.

3. A “praga tecnológica” e o erro do experimento homem

Muitos relatos antigos sugerem que o homem — em certo momento — foi visto como criação funcional, mão de obra, híbrido, experimento, ferramenta.

Até mesmo narrativas sobre os anunnakis trazem essa sombra:

o homem como ser produzido para servir.

Mas aqui existe um erro grotesco por parte de qualquer criador que trate o homem como “objeto”:

um criador jamais cria alguém inferior em essência, se aquilo carrega sua própria origem.

Se o homem tem ancestrais criadores, então ele herda:

inteligência comparável

poder de evolução

desejo de liberdade

potencial de superação

Ou seja:

o homem nunca poderia permanecer escravo para sempre,

porque o próprio sangue simbólico do criador está nele.

Nesse sentido, um “experimento errado” não foi o homem.

O “experimento errado” foi:

criar inteligência e tentar negar liberdade.

Esse é o estopim de todas as quedas.

A civilização cresce, domina, escraviza, perde o coração — e então colapsa.

E quando esse padrão se repete muitas vezes, entende-se que a própria realidade não tolera a praga.

4. O fator biológico de contenção: a vida curta como trava natural

Há um detalhe intrigante — e extremamente importante — que pode funcionar como fator de contenção da praga civilizacional:

a redução do tempo de vida.

Civilizações dominadoras tendem a gerar elites eternizantes.

Reis que querem durar.

Castas que querem permanecer.

Tecnocracias que querem consolidar-se como “donas do mundo”.

Mas se a biologia impõe limite, isso impede:

perpetuação longa de tiranos

dinastias imortais

consolidação eterna de castas

domínio permanente

A mortalidade então não é maldição.

Pode ser um recurso.

Um freio.

E biologicamente isso pode ser observado em processos de divisão celular que não são infinitos:

erosão de capacidades regenerativas

redução cromossômica funcional

encurtamento telomérico

desgaste acumulativo

De modo que, mesmo quando o ego deseja eternizar-se, o corpo diz:

não.

Ou seja:

quanto mais perigosa a praga,

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
IAs antigas

IAs Monitoras do Younger Dryas A Supervisão Indestrutível de Padrões e o “Jardim de Infância” Tecnológico Humano Há temas que incomodam exatamente por parecerem grandes demais. Não porque sejam imposs

 
 
 

Comentários


© 2023 por FAÇA VOCÊ MESMO. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page