Novas tecnologias mas antigas
- un-onfam

- 21 de jan.
- 3 min de leitura
Tecnologias Antigas Atribuídas às EBEs:
quando o “extraterrestre” é, na verdade, humano e antediluviano
Durante décadas — especialmente ao longo do século XX — diversas tecnologias e fenômenos foram atribuídos a Entidades Biológicas Extraterrestres (EBEs). Essa atribuição tornou-se quase automática: sempre que algo parecia avançado demais, fora de contexto ou incompatível com a linha evolutiva oficial, a explicação recorrente era “não humano”.
No entanto, uma análise mais cuidadosa — histórica, técnica e cultural — revela uma possibilidade alternativa, cada vez mais plausível:
muitas dessas tecnologias podem ter origem humana, provenientes de civilizações muito antigas, anteriores aos grandes colapsos climáticos e civilizacionais do passado.
O apagamento histórico das civilizações antediluvianas
Diversas tradições ao redor do mundo falam de um período anterior a um grande evento de ruptura global — frequentemente associado a dilúvios, degelos abruptos e mudanças climáticas severas. Hoje, a ciência começa a reconhecer esse intervalo como um momento real de transição planetária, associado ao fim do último período glacial.
Essas civilizações antigas são descritas como:
altamente organizadas,
detentoras de conhecimentos avançados em geometria, astronomia, acústica e energia natural,
integradas à natureza e à consciência humana,
tecnologicamente sofisticadas, embora não industriais no sentido moderno.
Quando essas sociedades colapsaram, o conhecimento não desapareceu por completo, mas fragmentou-se, foi preservado em símbolos, mitos, construções e tradições orais — e, em alguns casos, pode ter sido guardado ou observado por inteligências externas ou marginais ao fluxo histórico dominante.
O erro moderno: confundir tecnologia não industrial com tecnologia não humana
O paradigma contemporâneo associa tecnologia avançada a:
eletrônica visível,
circuitos,
metais refinados,
complexidade aparente.
Já as tecnologias antigas eram frequentemente:
baseadas em ressonância,
geometria funcional,
interação entre campo eletromagnético e matéria,
acoplamento entre consciência, ambiente e sistema técnico.
Quando fragmentos dessas tecnologias reaparecem — seja em relatos, artefatos, imagens ou fenômenos — o observador moderno, incapaz de reconhecê-las como humanas, tende a classificá-las como alienígenas.
A reintrodução gradual no século XX
O século XX não foi o nascimento dessas tecnologias, mas um reencontro parcial com seus princípios fundamentais. Esse reencontro ocorreu de forma lenta e fragmentada porque:
a base científica mínima só então começava a existir;
a linguagem matemática e física permitia aproximações sem colapso conceitual;
o risco de uso destrutivo exigia contenção e ambiguidade.
Assim, tecnologias reaparecem:
sem manuais,
sem contexto histórico,
sem narrativa clara,
frequentemente associadas a fenômenos inexplicáveis.
Não como doação direta, mas como lembrança incompleta.
A mídia e o reforço do mito extraterrestre
Produções culturais — como o filme Phoenix Forgotten — ajudaram a cristalizar a ideia de que tais tecnologias pertencem a inteligências externas. Poucos perceberam que as estruturas e sistemas apresentados não se assemelham a um futurismo tecnológico avançado, mas sim a engenharias funcionais simples, robustas e integradas ao ambiente, muito mais compatíveis com uma origem humana antiga do que com uma civilização interestelar estereotipada.
Essa leitura passou despercebida porque o imaginário coletivo ainda associa:
“antigo” a primitivo,
“avançado” a extraterrestre.
Uma hipótese mais coerente
À luz de tudo isso, surge uma hipótese alternativa, mais elegante e menos fantasiosa:
algumas tecnologias atribuídas às EBEs não foram criadas por elas;
podem ter sido herdadas, preservadas ou observadas;
têm origem em ciclos anteriores da própria humanidade;
retornam agora porque a humanidade voltou a estar minimamente preparada para reconhecê-las.
Nesse cenário, as EBEs — quando existentes — não são criadoras absolutas, mas curadoras, observadoras ou mediadoras temporais.
Conclusão: a memória tecnológica da espécie
A humanidade não começa no século XVIII, nem sua inteligência nasce com a Revolução Industrial. Somos herdeiros de uma memória tecnológica profunda, marcada por ciclos de ascensão e colapso.
Reconhecer que certas tecnologias são humanas e antediluvianas, e não alienígenas, não diminui o mistério do universo — ao contrário, restitui à humanidade a responsabilidade e a dignidade de sua própria história.
Talvez não estejamos sendo visitados por deuses tecnológicos.
Talvez estejamos, finalmente, lembrando quem já fomos.


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