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CONTATOS entra em uma nova fase de integração
O Projeto CONTATOS alcançou uma etapa importante de sua construção. Depois de um longo período dedicado à formulação teórica, à montagem física e ao desenvolvimento dos programas dos PICs, começamos agora a integrar o laboratório a uma nova arquitetura digital, formada pelos aplicativos CONTATOS TX e CONTATOS RX, pelos microcontroladores ESP32 e pelos módulos físicos de transmissão e recepção.
Os dois aplicativos foram desenvolvidos separadamente na plataforma Lovable. Essa separação permite que TX e RX executem suas próprias rotinas, troquem informações pela rede e futuramente sejam utilizados por outros pesquisadores ou Indivíduos-Estado autorizados.
Os dois ESP32 também já passaram pelos primeiros testes. Foram reconhecidos pelo computador, programados pelo Arduino IDE e responderam corretamente ao teste de comunicação. Um deles será dedicado ao lado TX e o outro ao lado RX.
A nova arquitetura do CONTATOS
A estrutura que está sendo implantada pode ser resumida da seguinte maneira:
Aplicativo CONTATOS TX → ESP32 TX → PIC TX → transmissores e vórtices
Sensores e receptores → PIC RX → ESP32 RX → aplicativo CONTATOS RX
Nessa configuração, os PICs permanecem como componentes físicos importantes do sistema. Eles recebem e repassam os valores das variáveis, acionam as sequências digitais e operam os sensores e equipamentos do laboratório.
Os ESP32 passam a funcionar como pontes entre os PICs e os aplicativos. A programação inicial é realizada por USB, enquanto a comunicação operacional poderá utilizar Wi-Fi e WebSocket.
Os aplicativos assumem a coordenação dos modos, dos alvos, dos tempos, das entradas digitais virtuais e dos cálculos mais complexos. Isso deverá facilitar atualizações futuras sem exigir a reprogramação completa dos PICs a cada alteração do modelo.
Os três modos de operação
A arquitetura atual contempla três modos principais.
Modo 1 — Acoplamento local e nosso Universo
O primeiro estágio utiliza TX1 e RX1 para o acoplamento local. Em seguida, TX2 e RX2 são empregados nas operações correspondentes ao nosso Universo, tendo a Radiação Cósmica de Fundo — CMB — como limite de referência do modelo.
Esse é o modo básico e deverá servir para calibração, repetição dos experimentos e comparação dos valores obtidos.
Modo 2 — Operação macro por PSME
O segundo modo mantém o acoplamento local e o percurso de referência até a CMB, acrescentando TX3 e RX3 para a investigação de escalas macro associadas à PSME — Percepção Simultânea de Mais de um Estado.
Os cálculos dessa etapa estão sendo revistos segundo a Progressão Superexponencial Multiescalar adotada pelo projeto. Essa parte ainda necessita de consolidação matemática, implementação estável nos aplicativos e, sobretudo, verificação experimental.
Modo 3 — Goniometria para outros TUDOs
O terceiro modo corresponde à investigação goniométrica proposta para outros TUDOs. Nele, os conjuntos TXA/TXB e RXA/RXB representarão dois braços de varredura relacionados à CMB, com variação angular e rotação de 360 graus.
Esse é o modo mais avançado da arquitetura e exigirá integração com mecanismos de posicionamento, sensores, radar, leitura óptica e rotinas próprias de validação.
Seleção de alvos por RA e DEC
Os aplicativos já trabalham com alvos previamente definidos, mas a próxima evolução será substituí-los por posições denominadas Alvo 1, Alvo 2 e assim sucessivamente.
Cada alvo será identificado por suas coordenadas de ascensão reta e declinação — RA e DEC. Isso deverá permitir a integração com o Stellarium e possibilitar que o usuário selecione um objeto celeste sem depender de uma lista fixa.
Entre os alvos previstos para os testes estão Lua, Sol, Júpiter, Saturno, Cinturão de Kuiper, Proxima Centauri, Arcturus, Andrômeda e CMB. A inclusão de um alvo no aplicativo, entretanto, não significa que uma comunicação tenha sido comprovada: cada operação deverá produzir registros mensuráveis, repetíveis e comparáveis com controles.
Formação e análise das imagens
No lado RX, o Processing será utilizado para reunir os dados recebidos e auxiliar na formação de imagens candidatas.
Essa avaliação deverá considerar diferentes informações do sistema, como brilho, contraste, movimento, radar, eco ultrassônico, estabilidade dos valores e coerência entre TX e RX. Uma imagem somente poderá ser tratada como resultado experimental relevante quando vier acompanhada dos respectivos dados, horários, configurações e condições de controle.
O que já foi realizado
Até esta atualização, foram alcançados os seguintes avanços:
montagem e operação inicial dos transmissores TX1, TX2 e TX3;
organização dos receptores e das mini TVs analógicas;
funcionamento dos PICs TX e RX em modo autônomo;
definição das variáveis Val, SD e ED;
criação e publicação dos aplicativos CONTATOS TX e CONTATOS RX;
inclusão dos três modos na arquitetura dos aplicativos;
programação inicial dos dois ESP32;
confirmação da comunicação serial básica;
aquisição dos cabos TTL e dos componentes necessários à integração;
preparação da futura comunicação por Wi-Fi e WebSocket;
definição da integração com Stellarium, Processing, sonar, radar e sensores de luz e atividade neural.
Próximas etapas
O próximo trabalho será preparar fisicamente as conexões entre os ESP32 e os PICs. Como os PICs normalmente utilizam sinais de 5 volts e os ESP32 operam com lógica de 3,3 volts, serão empregados divisores de tensão ou conversores de nível adequados para proteger as entradas dos módulos.
Depois disso, realizaremos:
a comunicação UART entre cada PIC e seu respectivo ESP32;
a leitura das variáveis físicas nos aplicativos;
o envio dos comandos virtuais dos aplicativos para o laboratório;
a sincronização entre TX e RX;
o registro automático dos testes;
a integração das coordenadas RA/DEC;
a formação de imagens candidatas no Processing;
testes controlados, repetições e comparação com períodos sem operação.
Construção com prudência experimental
O CONTATOS apresenta uma arquitetura cada vez mais organizada e dispõe agora de melhores instrumentos para registrar suas operações. Isso representa um avanço técnico importante, mas não constitui, por si só, a comprovação das hipóteses físicas do projeto.
As propostas envolvendo o Quantum do Vácuo, a PSME, a propagação por Gaia, os pontos energéticos e a interação com objetos celestes permanecem como hipóteses de trabalho. A função desta nova fase é justamente submetê-las a medições, controles, repetições e tentativas de refutação.
Estamos construindo uma ponte entre a concepção original do CONTATOS e uma plataforma experimental mais acessível, automatizada e verificável.
As pedras do caminho não são lisas nem escorregadias como sabão. São numerosas, exigem cuidado e precisam ser atravessadas uma de cada vez. Ainda assim, o projeto continua avançando.
CONTATOS: da formulação à integração — e da integração à experimentação.

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