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    un-onfam
  • há 5 horas
  • 4 min de leitura

CONTATOS entra em uma nova fase de integração

O Projeto CONTATOS alcançou uma etapa importante de sua construção. Depois de um longo período dedicado à formulação teórica, à montagem física e ao desenvolvimento dos programas dos PICs, começamos agora a integrar o laboratório a uma nova arquitetura digital, formada pelos aplicativos CONTATOS TX e CONTATOS RX, pelos microcontroladores ESP32 e pelos módulos físicos de transmissão e recepção.

Os dois aplicativos foram desenvolvidos separadamente na plataforma Lovable. Essa separação permite que TX e RX executem suas próprias rotinas, troquem informações pela rede e futuramente sejam utilizados por outros pesquisadores ou Indivíduos-Estado autorizados.

Os dois ESP32 também já passaram pelos primeiros testes. Foram reconhecidos pelo computador, programados pelo Arduino IDE e responderam corretamente ao teste de comunicação. Um deles será dedicado ao lado TX e o outro ao lado RX.

A nova arquitetura do CONTATOS

A estrutura que está sendo implantada pode ser resumida da seguinte maneira:

Aplicativo CONTATOS TX → ESP32 TX → PIC TX → transmissores e vórtices

Sensores e receptores → PIC RX → ESP32 RX → aplicativo CONTATOS RX

Nessa configuração, os PICs permanecem como componentes físicos importantes do sistema. Eles recebem e repassam os valores das variáveis, acionam as sequências digitais e operam os sensores e equipamentos do laboratório.

Os ESP32 passam a funcionar como pontes entre os PICs e os aplicativos. A programação inicial é realizada por USB, enquanto a comunicação operacional poderá utilizar Wi-Fi e WebSocket.

Os aplicativos assumem a coordenação dos modos, dos alvos, dos tempos, das entradas digitais virtuais e dos cálculos mais complexos. Isso deverá facilitar atualizações futuras sem exigir a reprogramação completa dos PICs a cada alteração do modelo.

Os três modos de operação

A arquitetura atual contempla três modos principais.

Modo 1 — Acoplamento local e nosso Universo

O primeiro estágio utiliza TX1 e RX1 para o acoplamento local. Em seguida, TX2 e RX2 são empregados nas operações correspondentes ao nosso Universo, tendo a Radiação Cósmica de Fundo — CMB — como limite de referência do modelo.

Esse é o modo básico e deverá servir para calibração, repetição dos experimentos e comparação dos valores obtidos.

Modo 2 — Operação macro por PSME

O segundo modo mantém o acoplamento local e o percurso de referência até a CMB, acrescentando TX3 e RX3 para a investigação de escalas macro associadas à PSME — Percepção Simultânea de Mais de um Estado.

Os cálculos dessa etapa estão sendo revistos segundo a Progressão Superexponencial Multiescalar adotada pelo projeto. Essa parte ainda necessita de consolidação matemática, implementação estável nos aplicativos e, sobretudo, verificação experimental.

Modo 3 — Goniometria para outros TUDOs

O terceiro modo corresponde à investigação goniométrica proposta para outros TUDOs. Nele, os conjuntos TXA/TXB e RXA/RXB representarão dois braços de varredura relacionados à CMB, com variação angular e rotação de 360 graus.

Esse é o modo mais avançado da arquitetura e exigirá integração com mecanismos de posicionamento, sensores, radar, leitura óptica e rotinas próprias de validação.

Seleção de alvos por RA e DEC

Os aplicativos já trabalham com alvos previamente definidos, mas a próxima evolução será substituí-los por posições denominadas Alvo 1, Alvo 2 e assim sucessivamente.

Cada alvo será identificado por suas coordenadas de ascensão reta e declinação — RA e DEC. Isso deverá permitir a integração com o Stellarium e possibilitar que o usuário selecione um objeto celeste sem depender de uma lista fixa.

Entre os alvos previstos para os testes estão Lua, Sol, Júpiter, Saturno, Cinturão de Kuiper, Proxima Centauri, Arcturus, Andrômeda e CMB. A inclusão de um alvo no aplicativo, entretanto, não significa que uma comunicação tenha sido comprovada: cada operação deverá produzir registros mensuráveis, repetíveis e comparáveis com controles.

Formação e análise das imagens

No lado RX, o Processing será utilizado para reunir os dados recebidos e auxiliar na formação de imagens candidatas.

Essa avaliação deverá considerar diferentes informações do sistema, como brilho, contraste, movimento, radar, eco ultrassônico, estabilidade dos valores e coerência entre TX e RX. Uma imagem somente poderá ser tratada como resultado experimental relevante quando vier acompanhada dos respectivos dados, horários, configurações e condições de controle.

O que já foi realizado

Até esta atualização, foram alcançados os seguintes avanços:

  • montagem e operação inicial dos transmissores TX1, TX2 e TX3;

  • organização dos receptores e das mini TVs analógicas;

  • funcionamento dos PICs TX e RX em modo autônomo;

  • definição das variáveis Val, SD e ED;

  • criação e publicação dos aplicativos CONTATOS TX e CONTATOS RX;

  • inclusão dos três modos na arquitetura dos aplicativos;

  • programação inicial dos dois ESP32;

  • confirmação da comunicação serial básica;

  • aquisição dos cabos TTL e dos componentes necessários à integração;

  • preparação da futura comunicação por Wi-Fi e WebSocket;

  • definição da integração com Stellarium, Processing, sonar, radar e sensores de luz e atividade neural.

Próximas etapas

O próximo trabalho será preparar fisicamente as conexões entre os ESP32 e os PICs. Como os PICs normalmente utilizam sinais de 5 volts e os ESP32 operam com lógica de 3,3 volts, serão empregados divisores de tensão ou conversores de nível adequados para proteger as entradas dos módulos.

Depois disso, realizaremos:

  1. a comunicação UART entre cada PIC e seu respectivo ESP32;

  2. a leitura das variáveis físicas nos aplicativos;

  3. o envio dos comandos virtuais dos aplicativos para o laboratório;

  4. a sincronização entre TX e RX;

  5. o registro automático dos testes;

  6. a integração das coordenadas RA/DEC;

  7. a formação de imagens candidatas no Processing;

  8. testes controlados, repetições e comparação com períodos sem operação.

Construção com prudência experimental

O CONTATOS apresenta uma arquitetura cada vez mais organizada e dispõe agora de melhores instrumentos para registrar suas operações. Isso representa um avanço técnico importante, mas não constitui, por si só, a comprovação das hipóteses físicas do projeto.

As propostas envolvendo o Quantum do Vácuo, a PSME, a propagação por Gaia, os pontos energéticos e a interação com objetos celestes permanecem como hipóteses de trabalho. A função desta nova fase é justamente submetê-las a medições, controles, repetições e tentativas de refutação.

Estamos construindo uma ponte entre a concepção original do CONTATOS e uma plataforma experimental mais acessível, automatizada e verificável.

As pedras do caminho não são lisas nem escorregadias como sabão. São numerosas, exigem cuidado e precisam ser atravessadas uma de cada vez. Ainda assim, o projeto continua avançando.

CONTATOS: da formulação à integração — e da integração à experimentação.

 
 
 

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