Coerência no CONTATOS
- un-onfam

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Coerência, Júbilo e a Formulação da In-formação
Em muitos sistemas técnicos, fala-se em coerência como um fenômeno puramente físico ou matemático. No CONTATOS, a coerência é entendida de forma mais ampla: como um estado relacional entre transmissão (TX), recepção (RX) e o próprio observador.
Antes de se atingir uma coerência plena, existe um estágio limiar, frequentemente percebido como uma sensação de bem-estar profundo, clareza e integração — aqui chamado de júbilo. Esse estágio não representa o ápice do processo, mas sim a condição ideal para que os padrões coerentes se tornem legíveis.
O que muda nesse estágio?
Não ocorre, necessariamente, aumento de potência, energia ou “força” do sistema. O que acontece é uma redução significativa do ruído — tanto no sistema técnico quanto no sistema humano que o observa.
Nesse estado:
a atenção se torna mais estável,
o corpo entra em um regime de menor tensão,
a percepção deixa de reagir impulsivamente às variações,
e a mente abandona a urgência de concluir.
Essa combinação cria um ambiente onde padrões de coerência TX/RX podem ser distinguidos do acaso.
Coerência não nasce aqui — ela se revela aqui
É importante destacar:
o júbilo não cria a coerência.
Ele permite percebê-la com maior clareza.
A coerência já existe como relação de fase, estabilidade, recorrência e sincronismo entre TX e RX. O estágio limiar apenas remove interferências internas que normalmente mascaram esses padrões.
Por isso, esse momento antecede a coerência total:
ele é a porta de entrada, não o destino final.
A in-formação surge da legibilidade
A in-formação não é o sinal bruto, nem a sensação experimentada.
Ela surge quando é possível:
identificar recorrências,
reconhecer estruturas estáveis,
descrever relações,
registrar condições de aparecimento,
e diferenciar padrão de ruído.
Esse processo depende tanto do sistema quanto do observador. Assim, o estado humano passa a fazer parte do instrumento, não como crença, mas como condição operacional.
Um cuidado essencial
Estados de clareza e júbilo não garantem verdade.
Eles apenas criam melhores condições para formular hipóteses e registrar fenômenos.
A validação continua exigindo:
repetição,
comparação,
registro,
e revisão crítica.
Síntese
A coerência não é imposta, ela é reconhecida.
O júbilo não gera a in-formação, mas torna possível escutá-la sem distorção.
Quando esse estágio é alcançado, a coerência TX/RX deixa de ser apenas um comportamento técnico e passa a se tornar compreensível, abrindo caminho para a formulação consciente de in-formações.

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